EDUCAFRONEWS - FEVEREIRO 2026 - EDIÇÃO 1004
nova edição do educafro news fevereiro 2026
Jornal Fevereiro EDUCAFRO Brasil edição 1004
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Aulão de preparação para concurso de bombeiros 2026
17 de janeiro de 2026Educação,NEWS,Região Centro-Oeste
- Aulão de preparação para concurso de bombeiros 2026
A EDUCAFRO Brasil parabeniza os jovens periféricos de Brasília. Na imagem, eles estão se preparando para a prova de ingresso no corpo de bombeiros.
Os jovens periféricos de São Paulo tem também este interesse?
Em 2026, vamos abraçar esta causa?
Repercussão Nacional: Frei David leva a missão da Educafro e dos Franciscanos ao "Caldeirão do Hulk" na TV Globo
16 de janeiro de 2026Frei David,Educafro Brasil,2025,NEWS
Entrevista histórica amplia o debate sobre os direitos do povo afro-brasileiro e convoca a sociedade para a construção de um país mais justo.
A luta pela igualdade racial e a missão franciscana de justiça social ganharam os holofotes de todo o país. A recente participação de Frei David no programa Caldeirão do Hulk, da TV Globo, marcou um momento fundamental de visibilidade para a Educafro Brasil e para a Ordem dos Franciscanos.
Educafro Recomenda: "Entre áspora" — A pedagogia humanitária e o português como acolhimento na obra do professor Sebastião Rinaldi
5 de janeiro de 2026Educafro Brasil,Educação,2025,Região Sudeste
Com capa ilustrada pela artista Laura Barrichello, livro do professor voluntário reflete sobre o ensino de língua portuguesa como ferramenta de dignidade para refugiados.
A Educafro Brasil tem a honra de recomendar a leitura da obra e o acompanhamento do trabalho do professor e jornalista Sebastião Rinaldi, que dedica seu tempo e conhecimento para ministrar aulas de português para imigrantes, apoiado por uma rede de voluntários.
EDUCAFRO alerta para riscos simbólicos e institucionais na exposição de Ailton de Aquino, diretor do Banco Central
29 de dezembro de 2025Região Sudeste,Luta por justiça,Frei David,Educafro Brasil,RACISMO,Luiz Gama,História Preta,2025,NEWS
Em nota destacada pelo jornal O Globo, entidade questiona a personalização de decisões institucionais e a vulnerabilidade de lideranças negras em espaços de poder.
A Educafro Brasil, cumprindo sua missão de vigilância contra o racismo estrutural e institucional, manifestou-se preventivamente sobre a decisão de incluir Ailton de Aquino Santos, Diretor de Fiscalização do Banco Central, em uma acareação no âmbito do caso Master.
O posicionamento da entidade ganhou destaque neste domingo (29/12) na coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. A preocupação central não é com a legalidade do ato jurídico, mas com a mensagem simbólica que se envia à sociedade quando o primeiro e único diretor negro da história do Banco Central é colocado em posição de equivalência visual a investigados, personalizando responsabilidades que deveriam ser institucionais.
Confira abaixo os principais trechos da matéria publicada pelo O Globo:
"A Educafro questionou a acareação determinada por Dias Toffoli no caso do Banco Master por incluir o único e primeiro diretor negro do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. [...]
Em manifestação direcionada ao próprio Toffoli — e aos presidentes do STF e do BC, além do PGR —, a entidade destaca que a exposição pública de um diretor técnico, ainda que formalmente testemunhal, 'pode produzir, na sociedade afro-brasileira efeitos simbólicos relevantes e preocupantes, especialmente quando esse dirigente é colocado em posição processual visualmente equiparada a agentes privados, investigados'.
[...] O texto cita que o cuidado se torna ainda mais relevante pelo fato de o diretor de fiscalização do BC ser o primeiro negro a ocupar um cargo no alto escalão do banco, historicamente marcado pela baixa diversidade racial em seus postos de comando."
A matéria ainda destaca um trecho crucial da nota técnica da Educafro:
"A experiência histórica brasileira demonstra que, em contextos de crise institucional, há o risco de transferência de tensões sistêmicas para figuras individuais, frequentemente pertencentes a grupos historicamente sub-representados nos espaços de poder, enquanto instâncias superiores, brancas, permanecem resguardadas".
Leia a matéria na íntegra
Para conferir o texto completo publicado pelo colunista Rodrigo Castro no blog de Lauro Jardim, acesse o link oficial do jornal O Globo:
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Contexto e Referências para Reflexão
Para aprofundar o entendimento sobre o posicionamento da Educafro neste caso, recomendamos a leitura dos seguintes temas e referências:
1. Racismo Institucional e a "Vidraça" O fenômeno em que profissionais negros, ao alcançarem posições de chefia, são submetidos a um escrutínio mais rigoroso e punitivo do que seus pares brancos é amplamente estudado.
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Referência: Silvio Almeida em sua obra "Racismo Estrutural", onde discute como as instituições funcionam para perpetuar desigualdades, mesmo sem a intenção explícita de indivíduos específicos.
2. A Hipervisibilidade e a Solidão do Poder A presença de Ailton de Aquino como o único negro na diretoria do BC ilustra a falta de diversidade nos espaços de decisão econômica do Brasil. Quando uma crise ocorre, a figura negra tende a ser hipervisibilizada, servindo muitas vezes como "bode expiatório" para falhas sistêmicas.
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Referência: O conceito de Pacto da Branquitude (estudado por Cida Bento), que protege lideranças brancas e preserva seus privilégios, enquanto expõe lideranças negras a riscos desproporcionais.
3. Governança e Despersonalização Decisões de órgãos como o Banco Central são colegiadas e técnicas. Personalizar a responsabilidade em um diretor específico — justamente aquele que rompeu a barreira racial — ignora a estrutura de governança estatal.
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Da Oralidade Ancestral ao Shark Tank: Taís Baptista Emociona no Encontro Literário da Educafro
19 de dezembro de 2025Luiza Mahín,História Preta,Liberdade,2025,EVENTOS
A sede da EDUCAFRO Brasil foi palco de um momento potente de reflexão e celebração durante o Encontro Literário Palavras Afirmativas 2025. Recebemos a autora, mestra e empresária Taís Baptista, que compartilhou sua "Jornada do Herói" — uma trajetória que transformou a dor da exclusão em potência criativa e sucesso empresarial.
O evento reafirmou o compromisso da Educafro em ser um quilombo moderno de cultura, literatura e ascensão social para o povo negro.
Do "Fim da Carreira" ao Renascimento
Vitória Histórica: STF Reconhece por Unanimidade o Racismo Estrutural e Exige Plano de Ação do Governo
19 de dezembro de 2025NEWS,Reparação Histórica,Luta por justiça,Educafro Brasil,Luiz Gama,Luiza Mahín,História Preta,Liberdade,Ação Civil Pública,2025
O dia 18 de dezembro de 2025 ficará marcado na história da luta antirracista brasileira. Em uma decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu oficialmente a existência de racismo estrutural no Brasil e a ocorrência de violações graves e sistemáticas aos direitos da população negra.
Esta decisão não é apenas um reconhecimento jurídico; é a validação do grito que o Movimento Negro, a Educafro e tantas outras entidades vêm dando há séculos. O Estado brasileiro, enfim, admite que falhou.
O Que Foi Decidido
Esperança Garcia e a Revolução da Caneta: O Legado das Mulheres Negras no Direito Brasileiro
18 de dezembro de 2025Luta por justiça,Educafro Brasil,Educação,Luiza Mahín,História Preta,Liberdade,2025
No dia 15 de dezembro, o Brasil celebra o Dia da Mulher Advogada Negra. Esta data não é apenas um marco no calendário; é o reconhecimento de uma luta secular pelo direito de defesa, de voz e de existência. A data homenageia Esperança Garcia, uma mulher que, muito antes de existirem faculdades de Direito no Brasil, utilizou a escrita como ferramenta jurídica para desafiar o sistema escravocrata.
Neste artigo, a Educafro Brasil resgata a memória dessa precursora e celebra as juristas negras que, hoje, ocupam tribunais, academias e defensorias, transformando o sistema de justiça brasileiro.
Anistia Não: EDUCAFRO Pressiona Moraes após Voto de Zanin e Denuncia Desvio de Verbas do Povo Negro por Partidos de Esquerda e Direita
18 de dezembro de 20252025,NEWS,Reparação Histórica,COTAS RACIAIS,Luta por justiça,Frei David,Educafro Brasil,RACISMO,História Preta,Liberdade,Ação Civil Pública
A EDUCAFRO Brasil vem a público manifestar sua profunda indignação e susto com o cenário político atual. Enquanto entidade comprometida com a justiça social e a equidade racial, observamos um uso abusivo e hipócrita dos direitos do povo afro-brasileiro por parte das principais legendas partidárias do país.
A realidade nua e crua é que a população negra está encurralada entre dois descasos: a Direita, que além de não propor avanços, atua para cortar os poucos direitos conquistados; e a Esquerda, que, embora seja a única a fazer algo, não entrega sequer 10% do que o negro tem direito.
Nós somos 55% da população brasileira. Não aceitamos políticas de "boa intenção" mas de pouca abrangência. Queremos 100% dos nossos direitos efetivados. Fazer política séria não é dar migalhas.



