A Arquitetura da Exclusão: Como o Brasil Projetou a Desigualdade e os Novos Mecanismos de Sua Manutenção
A recente decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que suspendeu a Lei Estadual nº 19.722/2026 (que tentava proibir cotas raciais), é um farol de lucidez em meio a uma tempestade histórica. Ao barrar esse retrocesso, o Judiciário reconheceu uma premissa que muitos tentam ignorar: a marginalização da população negra no Brasil não é um acidente de percurso, mas um projeto de Estado bem-sucedido.
MY NEWS - FREI DAVID, DA EDUCAFRO, REAGE A VETO DE JORGINHO MELLO ÀS COTAS, UMA PAUTA DA DIREITA BOLSONARISTA
https://www.youtube.com/watch?v=WgrRpMkPg70
O veto do governador Jorginho Mello às políticas de cotas em Santa Catarina reacendeu um dos debates mais sensíveis do país: ações afirmativas, desigualdade racial e o papel do Estado na reparação histórica. Neste vídeo, Frei David, fundador da Educafro, reage ao veto e analisa o avanço de uma agenda defendida por setores da direita bolsonarista que questionam políticas de inclusão no ensino e no serviço público. A conversa aborda: O impacto real do veto às cotas para jovens negros e periféricos O argumento da “meritocracia” no debate sobre desigualdade estrutural Como a pauta das cotas se tornou um símbolo ideológico na polarização política O que está em jogo para o futuro das políticas de inclusão no Brasil Mais do que uma reação, este é um debate sobre democracia, justiça social e projeto de país. Assista, entenda o contexto e participe da conversa nos comentários. 👉 Inscreva-se no canal para mais análises, entrevistas e debates que ajudam a compreender o Brasil além das manchetes. Conheça nosso site: https://canalmynews.com.br/
Vitória da Constituição: Justiça de Santa Catarina suspende lei que tentava proibir cotas raciais
Em uma decisão que reafirma o compromisso do Judiciário com a Constituição Federal e com a reparação histórica, a desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), suspendeu liminarmente os efeitos da Lei Estadual nº 19.722, de 22 de janeiro de 2026. A legislação, sancionada pelo governador Jorginho Mello, tentava proibir a aplicação de cotas e ações afirmativas em instituições de ensino estaduais, afrontando décadas de jurisprudência sobre igualdade racial no Brasil.
EDUCAFRO alerta para riscos simbólicos e institucionais na exposição de Ailton de Aquino, diretor do Banco Central
Em nota destacada pelo jornal O Globo, entidade questiona a personalização de decisões institucionais e a vulnerabilidade de lideranças negras em espaços de poder.
A Educafro Brasil, cumprindo sua missão de vigilância contra o racismo estrutural e institucional, manifestou-se preventivamente sobre a decisão de incluir Ailton de Aquino Santos, Diretor de Fiscalização do Banco Central, em uma acareação no âmbito do caso Master.
O posicionamento da entidade ganhou destaque neste domingo (29/12) na coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. A preocupação central não é com a legalidade do ato jurídico, mas com a mensagem simbólica que se envia à sociedade quando o primeiro e único diretor negro da história do Banco Central é colocado em posição de equivalência visual a investigados, personalizando responsabilidades que deveriam ser institucionais.
Anistia Não: EDUCAFRO Pressiona Moraes após Voto de Zanin e Denuncia Desvio de Verbas do Povo Negro por Partidos de Esquerda e Direita
A EDUCAFRO Brasil vem a público manifestar sua profunda indignação e susto com o cenário político atual. Enquanto entidade comprometida com a justiça social e a equidade racial, observamos um uso abusivo e hipócrita dos direitos do povo afro-brasileiro por parte das principais legendas partidárias do país.
A realidade nua e crua é que a população negra está encurralada entre dois descasos: a Direita, que além de não propor avanços, atua para cortar os poucos direitos conquistados; e a Esquerda, que, embora seja a única a fazer algo, não entrega sequer 10% do que o negro tem direito.
Nós somos 55% da população brasileira. Não aceitamos políticas de "boa intenção" mas de pouca abrangência. Queremos 100% dos nossos direitos efetivados. Fazer política séria não é dar migalhas.
A Traição das Verbas Eleitorais: PT em Segundo Lugar no Desvio
Da Cela à Cidadania: Um Plano de Emergência Contra o Encarceramento em Massa e Pela Ressocialização da População Negra
Não podemos mais aceitar o sistema prisional brasileiro como um "depósito de gente". Para a população negra, o cárcere não é apenas uma punição; é uma máquina de moer futuros, desestruturar famílias e perpetuar a pobreza. O diagnóstico já foi feito: vivemos um Estado de Coisas Inconstitucional. Agora, precisamos passar da denúncia para a ação tática.
Apresentamos abaixo uma estratégia para garantir que a lei saia do papel e que a dignidade negra seja respeitada, dentro e fora das grades.
1. O Mapa das Violações: O Que Está Sendo Quebrado?
UERJ e a Memória das Cotas: Uma Disputa entre a Lei e a Implementação
O Estado do Rio de Janeiro foi pioneiro na implementação de ações afirmativas no ensino superior brasileiro. No entanto, a construção dessa história não foi linear e nem pacífica. Existe hoje uma disputa sobre a memória e o marco temporal dessa conquista: devemos celebrar a legislação que criou o direito (2000/2001) ou apenas o momento em que a universidade finalmente aceitou aplicá-lo (2003)?
A Educafro Brasil defende que ignorar os anos de luta legislativa e a resistência institucional inicial é uma forma de apagamento histórico.
A Farda que Mata Tem Cor: O Estado Brasileiro Precisa Parar de Executar a Juventude Negra
Não estamos aqui para lamentar em silêncio. O luto, para o povo negro, sempre foi verbo de ação. Hoje, a Educafro Brasil convoca toda a sociedade, especialmente a juventude negra e as organizações de direitos humanos, para encarar de frente uma realidade que não é acidente, mas projeto: o genocídio institucionalizado praticado pelas forças de segurança do Estado.
Os dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e relatórios de institutos independentes desenham um cenário de guerra onde o inimigo declarado é o corpo negro. Sob a justificativa do "combate ao crime", o Estado brasileiro arrogou para si um poder que não lhe pertence: o de julgar, condenar e executar a pena de morte nas vielas e periferias, sem tribunal, sem defesa e sem consequência.
O Mapa da Barbárie: São Paulo como Laboratório da Morte
O estado de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas e do secretário Guilherme Derrite, tornou-se o epicentro dessa escalada de violência. Os números são uma afronta à dignidade humana:
O Voto de Zanin e a Cegueira Seletiva: Por Que a Anistia aos Partidos é um Golpe na Democracia Racial?
O Supremo Tribunal Federal está, neste momento, decidindo o futuro da representatividade política no Brasil. E o sinal dado pelo relator, Ministro Cristiano Zanin, é alarmante. Ao votar pela validação da anistia a partidos políticos que descumpriram a cota mínima de recursos para candidaturas negras e de mulheres, Zanin não apenas profere um voto técnico; ele revela uma postura jurídica que, sob o manto da "estabilidade institucional", sacrifica a reparação histórica.
O Perfil de Zanin: Legalismo x Realidade Social
Brasil, 10 de dezembro de 2025 - *Dia Internacional dos Direitos Humanos*
EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA, JORGINHO MELLO
Assunto: INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei (PL) nº 753/2025
A Educafro Brasil, instituição há quase 50 anos, comprometida com a promoção
da igualdade de oportunidades e o acesso à educação para grupos historicamente
marginalizados, dirige-se a Vossa Excelência para alertar sobre a TOTAL
INCONSTITUCIONALIDADE do projeto acima.
Requeremos que vete integralmente o Projeto de Lei (PL) nº 753/2025,
recentemente aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) e
assim, seu Governo fica classificado como respeitador das Leis Nacionais e
Internacionais.
Com efeito, o referido projeto, ao vedar a adoção de cotas étnicas e outras ações
afirmativas em instituições de ensino superior públicas ou que recebam verbas públicas
Clique abaixo para ler a carta integralmente:
👉🏾 CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DE SANTA CATARINA pdf -_251212_134412
no âmbito estadual, ignora compromissos jurídicos do Estado Brasileiro em relação ao
conjunto de sua população
12 de dezembro de 2025








