Atotô, Omolu! O Senhor da Terra, da Cura e da Resistência Cultural
Ilustraçõ da figura do orixá Omolu — Nathi de Souza/Arquivo/Alma Preta
Atotô, Omolu! O Senhor da Terra, da Cura e da Resistência Cultural
Neste mês de agosto, e com especial reverência hoje, dia 16, os terreiros de Candomblé e Umbanda se voltam para um dos Orixás mais respeitados e complexos de seu panteão: Omolu. Conhecido como o "Senhor da Terra", sua força rege os ciclos da saúde e da doença, da vida e da morte.
Nossa História Sob Ataque: Educafro Convoca a Comunidade Negra para Audiência Pública na Alesp
Nossa História Sob Ataque: Educafro Convoca a Comunidade Negra para Audiência Pública na Alesp
Imagem originalmente publicada na página do perfil anpuh_sp
A Nação Educafro sabe que nenhuma de nossas conquistas veio sem luta. Cada vaga na universidade, cada avanço na lei, cada passo em direção a uma educação verdadeiramente libertadora foi resultado de mobilização, pressão e da força de nossa comunidade organizada. Hoje, uma dessas conquistas fundamentais está sob ataque, e nossa presença é, mais uma vez, indispensável.
No próximo dia 20 de agosto, às 14h30, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sediará uma audiência pública que pode parecer, à primeira vista, um debate para acadêmicos. O tema é a defesa da disciplina de História contra a censura, a redução de aulas e a perseguição a professores. Mas para nós, povo negro, o nome disso é outro: é a luta contra o apagamento da nossa própria história.
Lei de Cotas: Um Instrumento de Direitos Humanos que Exige Luta e Vigilância
Lei de Cotas: Um Instrumento de Direitos Humanos que Exige Luta e Vigilância
Uma análise aprofundada sobre o estado das ações afirmativas no Brasil, com base nas palavras de Frei David, fundador da Educafro, e em dados atuais sobre a legislação, a justiça e o impacto social.
Em recente entrevista, Frei David, diretor e fundador da Educafro, reafirmou uma convicção que move a nossa organização há décadas: a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) é mais do que uma política de acesso à educação; é "um grande instrumento para fortalecer os direitos humanos no Brasil". Suas palavras, no entanto, não foram de celebração passiva, mas um chamado à ação, destacando que a eficácia das políticas públicas de promoção da igualdade racial depende diretamente da vigilância e da luta contínua da sociedade.
Mais que Papel, um Povo em Chamas: O Crime de Ruy Barbosa, o Apagamento e a Luta por Reparação
Mais que Papel, um Povo em Chamas: A Fogueira de Ruy Barbosa, as Histórias que Sobreviveram e a Luta por Reparação
Você já se perguntou por que é tão difícil para uma pessoa negra no Brasil traçar sua árvore genealógica? Por que os nomes de nossos heróis soam como lendas distantes e nossas conquistas parecem notas de rodapé na história do país? Esse vazio não é um acidente. Ele é um projeto. E um dos atos fundadores desse projeto tem nome, data e um responsável: a queima dos arquivos da escravidão, ordenada em 14 de dezembro de 1890 pelo então ministro da Fazenda, Ruy Barbosa.
A Fênix Negra e a Liberdade Frágil - Rememorando O Abolicionista Luiz Gama
Agosto é o mês em que celebramos a memória do nosso patrono, Luiz Gama, um farol de estratégia e coragem. Para honrar seu legado, iniciamos hoje uma série de artigos que, nesta edição, caminhará lado a lado com uma das mais importantes produções sobre sua vida: a temporada "O Plano", do podcast História Preta.
Imagem gerada por IA simbolizando a chegada de Luiz Gama aos 17 anos no Cais do Valongo
Para entender o gigante, é preciso conhecer o menino. A história de Gama começa nas ruas vibrantes e complexas de Salvador. Ele nasceu em 21 de junho de 1830 na Rua do Bângala, no coração da cidade, uma região de intensa atividade da população negra livre e escravizada. Como ele mesmo descreveria anos mais tarde em sua célebre carta autobiográfica a Lúcio de Mendonça, ele era filho de Luiza Mahin, “negra, africana livre, da Costa da Mina (...) pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã”.
Sua história, como o podcast História Preta brilhantemente narra em seu primeiro episódio, é a de uma "Liberdade Frágil". Nascido livre, Luiz Gama não deveria conhecer o cativeiro. No entanto, a traição de seu próprio pai, um fidalgo português que o vendeu como escravo aos 10 anos para pagar uma dívida, revelou uma verdade brutal: no Brasil escravocrata, a liberdade para o nosso povo era um estado precário, constantemente sob ameaça.
Racismo no Brasil: Os Números Chocam, a Luta Urge! os casos de racismo na Paraíba aumentaram quase 390% em apenas um ano!
O racismo não é uma questão do passado. Ele é uma realidade brutal que se manifesta diariamente e, chocantemente, os números comprovam sua escalada. Dados recentes do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em 24 de julho de 2025, revelam uma verdade incômoda: os casos de racismo na Paraíba aumentaram quase 390% em apenas um ano!
RACISMO NO JUDICIÁRIO: A TRISTE REALIDADE QUE NINGUÉM PUNE!
Você sabia que, em mais de 10 anos, NENHUM juiz foi punido por racismo em processos abertos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ)? Pois é, enquanto a população negra ainda é a maior vítima da violência e da desigualdade em nosso país, quem deveria garantir a justiça parece "fazer vista grossa" para atos racistas dentro dos tribunais.
Essa é a dura realidade revelada por um levantamento do Brasil de Fato, divulgado em 25 de setembro de 2020, que analisou dados do próprio CNJ. De 2010 a agosto de 2020, o CNJ recebeu nove denúncias de posturas racistas de juízes em suas decisões. E o que aconteceu com elas? Seis foram arquivadas, duas suspensas e apenas uma ainda estava em tramitação!
RACISMO NA JUSTIÇA: A FERIDA ABERTA QUE PRECISA CICATRIZAR!
Atenção, Brasil! Uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escancara uma verdade dolorosa, mas que muitos de nós já sentíamos na pele: o racismo é uma engrenagem silenciosa, porém cruel, dentro do nosso próprio sistema de justiça!
Sabe aquela sensação de que a justiça nem sempre é igual para todos? De que a cor da pele ainda pesa, mesmo dentro dos tribunais? Pois é, a pesquisa "Características do racismo estrutural (re)produzido no Sistema de Justiça" não deixa dúvidas: o racismo existe, está internalizado, é tolerado, mas inacreditavelmente... não é reconhecido por muitos!
IMPACTANTE! Enquanto a maioria da população brasileira é negra (55,5%, segundo o IBGE), inacreditáveis 80% da magistratura é branca! E não para por aí: nos cargos de servidores, a discrepância também choca. As cotas, embora importantes, são apenas o primeiro passo em uma jornada longa e árdua.
Alerta Urgente: O Sorteio de Vagas em Cotas Raciais é um Ataque Silencioso aos Nossos Direitos!
Atenção, comunidade! Uma notícia de extrema gravidade acaba de chegar, e precisamos estar unidos e informados para proteger as conquistas da nossa luta. A Rede Sustentabilidade, atendendo a um pedido da valorosa EDUCAFRO Brasil, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma prática absurda: o sorteio de vagas para cotas raciais em concursos públicos, como o Concurso Nacional Unificado (CNU).

imagem: Câmara dos Deputados após a aprovação da Lei de Cotas (Lei 12711/2012) com revisão a cada dez anos, com ciclos anuais de monitoramento 09/08/23 Fonte: Bing 04/08/25










